segunda-feira, 30 de abril de 2018

Experiências positivas de Agricultura Urbana

Visitamos Sete Lagoas, na missão de conhecer o trabalho de uma associação, que a 35 anos, produz hortaliças em terrenos baldios e áreas inservíveis. Fomos recepcionados em um galpão, local que serve de apoio para uma das hortas. Geralmente, se utiliza terrenos abaixo das linhas de alta tensão,  locais que antes não tinham nenhuma atividade. Os relatos dos participantes foram emocionantes, alguns participam e geram renda para suas famílias a mais de trinta anos.

Pra mim, foi uma experiência fantástica, que reuni muita coisa boa: geração de renda para as famílias, dignidade, alimentos de qualidade e função social da propriedade.

O projeto garante renda e ocupação para 320 famílias, totalizando cerca de 1400 pessoas beneficiadas direta ou indiretamente. Os canteiros estão nos bairros Vapabuçu, JK, Nova Cidade, Cidade de Deus, Bernardo Valadares, Barreiro, Montreal e Canadá que, somados, ocupam uma área de 23 hectares.



A imagem pode conter: 8 pessoas, incluindo Mateus Rocha, pessoas sorrindo, pessoas em pé, barba, atividades ao ar livre e natureza

domingo, 29 de abril de 2018

SERRA DA CANASTRA

Uma região amplamente divulgada de Minas, a Serra da Canastra é formada trás características únicas em seus pastos, devido a fatores como clima, água e solo. Essas características são transferidas ao leite, matéria prima para a produção do queijo canastra, grande atrativo da região.
O queijo canastra é um queijo artesanal, produzido em alguns municípios, e imprimi mais do que o sabor e o aroma único, imprimem cultura no produto.
Com apoio da Emater/MG, foi possível legalizar a produção, e hoje existem diversas queijarias, pequenas, médias, na região, e que vendem o produto para diversos locais do país e do mundo.
Para garantir a qualidade do produto, foi criado, através de fomento, uma central de qualidade, onde os produtores deixam os queijos maturando para a comercialização.
Outra característica que auxilia no valor cultural é o Museu do Queijo.
E para encerrar este post, um produtor fez o comentário que, em certa ocasião, veio para Porto Alegre, com "malas de queijo", a convite da FETAG. Chegando à feira, frente ao Mercado Público, foi barrado pelos órgãos fiscalizadores. O desfecho foi positivo, depois de muita ligação e burocracia.
Relata o produtor que o RS é o estado com maior fiscalização sanitária.
Sei bem disso!




quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A maior produção leiteira do Brasil

Boa Esperança/MG

Quando se fala em produção de leite, com certeza Minas Gerais é uma referência.
Em Boa Esperança, visitamos uma propriedade na localidade de Mata do Paiol. Receptividade clássica, composta por prefeito e vereador, com suas demandas à ponta da língua, aproveitando o ensejo para solicitar a Emater.

Em 2010, foi implantado o programa Minas Leite. Através de financiamento, foi construido a sala de ordenha e adquirido o plantel. De forma geral, quero destacar algumas coisas observadas nesta propriedade, que não destoa tanto das vivenciadas no RS:
- Quem produz mais, come melhor! As vacas de alta produção frequentam o "lanchinho" nas pastagens de tifton. As que tem o desempenho inferior, em piquetes de mombaça.
- As pastagens foram inseridas na propriedade através de um projeto em parceria com uma universidade.
- O filho, hoje trabalha como inseminador (para os outros), pois na propriedade, é o pai que insemina.
- Existe numeração dos piquetes e um controle bem apropriado da rotação. Alias, as formas de controle, anotações, me pareceram bem elaboradas. O produtor tem formação na área contábil, o que acredito ter facilitado a gestão.
- Em uma área da propriedade, existe implantado um sistema de integração - ILPF (Integração Lavoura, Pecuária, Floresta).
- Quando perguntado a família sobre diversificação, a resposta foi não existe interesse. Porém, junto a casa, encontrei uma estufa de sombrite, com diversos produtos. Ou seja, o que se produz para subsistência, não é visto como produção.

Esta com certeza foi uma experiência muito enriquecedora.




 Produção de alimentos para subsistência

 Café com Leite

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Café forte!

Poço Fundo/MG

Uma das grandes curiosidades que eu tinha sobre Minas era a produção de café.
Da mesma forma que vimos campos infinitos de soja no Rio Grande do Sul, vimos cafezais por lá.
Mas a visita não foi em uma lavoura, como pensei que fosse. A visita foi a uma cooperativa - a COOPFAM - Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região LTDA. No turno da manhã, conversamos com o presidente, e a tarde, visitamos a linha de processamento e controle de qualidade.
A Cooperativa tem diversos núcleos, onde o que mais nos chamou a atenção foi o MOBI - Mulheres Organizadas Buscando Independência.  Existe um rótulo de café que é o "Café Orgânico Feminino", produzido exclusivamente por mulheres. Mais do que uma marca, atrás deste café, vem a valorização da mulher rural, que na maioria das vezes não recebe o reconhecimento devido do seu trabalho.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

EPAMIG, vinho, experiências, pesquisa e extensão

27/11
Caldas/MG


A EPAMIG é o órgão oficial de pesquisa de Minas Gerais. Iniciamos as visitas na sede responsável pelas pesquisas em vitivinicultura. Em um prédio histórico, a história do lugar já mostra o verdadeiro sentido da agricultura da região. Produtores rurais, na década de 30, se uniram, adquiriram a sede da fazenda ( fazenda em Minas são áreas pequenas também, diferente do RS), e doaram para o Estado, para que se construissem um órgão que os apoiasse na diversificação das suas propriedades.
Por anos, a sede local da Emater/MG foi lá.

Com uma agroindústria cadastrada no MAPA, a EPAMIG presta o serviço de beneficiamento e envase da uva, a transformando em vinho. Algumas marcas já conceituadas, como o Maria Maria, são processadas lá no local.

Os parreirais são experimentais, na maioria da variedade Bordo.


Contexto, Cascata e Apresentações.

26 de novembro
Campinas, SP.

Iniciamos a jornada na cidade de Campinas, por ser o aeroporto mais próximo do início do roteiro. Depois de ter estragado a "direção" do avião, por sorte ainda no solo, com 1 hora de atraso cheguei no Viracopos. Algumas horas de espera, e as 16 horas, o grupo estava pronto para iniciar a jornada de ônibus até o município mineiro de Poços de Caldas.

Cidade histórica, linda, podemos ver poucas coisas. Chegamos no fim da tarde, e ainda sem muito conhecimento dos colegas, os quais se identificava apenas pelos sotaques. Primeiro dia, jantinha no estilo UAI - carne de sol, aipim frito, chopp, num boteco bem característico. Apesar do clima descontraído, ainda sem maiores apresentações.

Iniciando o dia (27/11), partimos para a sede da Cascada das Antas, lugar lindo, com uma visão fantástica, que mantém um escritório da Emater/MG.


Intercâmbio a Minas Gerais




Não há maneira melhor que registrar fatos que através de um Blog.
Por isso, decidi descrever aqui neste espaço uma grande experiência que pude vivenciar na minha vida. Oportunidade profissional, que me fez crescer muito em diversos sentidos e ampliar o olhar nas diversidades e adversidades que a geografia nos oferece.

A pergunta de muitos, como cheguei lá? 
O intercâmbio, foi uma promoção do IICA, em parceria do Instituto Semear. A ASBRAER convidou 10 representantes dos orgãos de extensão rural do Brasil, devendo ser técnicos de campo, a qual, estendeu o convite a EMATER/RS. Neste convite, tive a honra de ser o contemplado.

Desta maneira, se iniciou a preparação, em meio a prazos e a correria do dia a dia.
Enfim, tudo organizado, iniciamos esta grande aventura.